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Venezuela tem a maior inflação das Américas

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Se o mundo pós pandemia vê na retomada do comércio a chance de recuperação da economia, na Venezuela o poder de compra foi corroído pela inflação mais alta das Américas e uma das maiores do mundo.

O país – que tem reserva de petróleo já descoberto no planeta – vive um mercado internacional: não consegue sair da longa crise econômica nem com o aumento da avaliação econômica do maior barril no país, provocado pela guerra na Ucrânia.

E a questão política é o fator fundamental para isso. Os governos de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro apostaram em medidas de proteção contra a Assembleia Nacional e o controle de preços. Não houve investimento em outras lojas, principalmente no industrial.

“Perseguição às empresas privadas, então isso desestimula o investimento. Então você tem uma situação de um desastre econômico que é uma coisa inédita no país em paz, né, quer dizer, um país que não é tamanho em guerra”, afirmou o professor Carlos Gustavo Poggio.

Chávez cerceou o direito da imprensa livre inclusive não renovando a concessão do maior canal de televisão da Venezuela – e dificultou a vida da oposição, com acessórios.

Na economia, obrigou as empresas a entregar parte do controle das empresas ao Estado.

Nicolás Maduro, assumiu a presidência, em 2013. Foi reeleito com eleições questionadas por países do chamado Grupo de Lima, o, que reclamou da falta de garantias mínimas de um processo democrático.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio de Miraflores, em Caracas / Leonardo Fernandez Viloria/Reuters (16.fev.2022)

Maduro manteve a fórmula do governo: pouco espaço para oposição na política. E aumentou ainda mais a imprensa à.

Só neste ano, o governo fez pressão para o fechamento de sete veículos de comunicação.

“O Maduro ele apostando ferramentas foram as que foram justamente aquelas que acabaram por acabar com o desastre da economia, né? Você coloca cada vez mais o setor de petróleo totalmente no centro da economia do país ao invés de tentar buscar uma diversificação”, explicou Poggio.

Resultado de tudo isso em 2019, com o auge da crise fome no país, a Internacional para as Migraçõesou alerta para a pior crise de refugiados vista na América do Sul: 4,5 milhões de venezuela já nos países venezuelanos, o que que , na época, representa pouco mais de 16% da população.

A revolta tinha os principais motivos: a desvalorização dos produtos da moeda nacional, o bolívar, que perdeu 14 zeros desde 2008, ea necessidade de produtos básicos nas prateleiras.

Com a economia se definhando, como empresas seguramente em peso, abrindo caminho para os pequenos empreendedores.

Eu conversei com um deles, Isaac Delgado, que pertence a uma lista selecionada de microempresários que resistiu à onda de falências.

Dono de duas pequenas fábricas – uma que produz as roupas e os plásticos – ele sofre o grande vilão de todo o país em crise financeira: o aumento dos impostos.

“Temos impostos… E materiais em dólar… Coisas que temos de somar ao custo. Estamos chegando a um ponto que os impostos estão acima de tudo, agora afirmados em qualidade de economia que afirmou Delgado.

Em 2021, a inflação chegou a quase 700% (686,4%), de acordo com dados oficiais.

E a previsão do FMI, Fundo Monetário Internacional, é o que prevê 2022 em500%. Uma pequena melhora que ainda não alivia o bolso da população.

Luis Oliveros é professor de economia da Universidade Metropolitana de Caracas, capital da Venezuela. Em entrevista à CNN, ele explica que o governo federal não sabe administrar a riqueza que tem.

“Não é ter muitos recursos e ter muita riqueza. Há países que aprenderam a administrar suas riquezas, caso da Noruega, caso da Austrália… E mesmo os Estados Unidos. A Venezuela é um dos casos mais elevados, que há uma má situação, que não é o petróleo, que tem uma grande preocupação: a hiperinflação dos problemas gerados em muito…”.

O gatilho foi em 2009, quando o PIB (Produto Interno Bruto) venezuelano tomou a primeira rasteira, por conta da crise financeira global. A cotação do barril de petróleo caiu mais de 70% em questão de meses.

“Essa dependência [ao petróleo] é muito complicados, porque ela impõe instabilidades, e tem impactos políticos.”

Hoje, a Venezuela enfrenta um maior destaque da sua história. São 12 trimestres seguidos de retração econômica. De 2013 a 2017, o PIB venezuelano teve queda de 37%.

Para o economista falta planejamento, por parte do estado: “Neste ano de 2022, a economia perdeu 80% do tamanho com relação a 2013. É uma economia que não tem controle.”

Um dos maiores desafios da Venezuela encontrar uma fórmula para reverter a ativação de três dígitos, não há nenhum de que isso aconteça.

O que está indo está indo é que a economia venezuelana para trás, está decaindo”, disse Poggio.

“Afeta tua saúde, afeta teu estado de ânimo. Muita coisa, muita coisa”, lamentou Delgado.

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