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Será que a Casa Branca quer mesmo proibir a mineração de criptomoedas?

Será Que A Casa Branca Quer Mesmo Proibir A Mineração De Criptomoedas?

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Uma das notícias mais recentes do mercado de criptomoedas é que a Casa Branca estaria se voltando para proibir a mineração de criptoativos. 

De acordo com as informações que circulam nos grupos criptos, o documento intitulado Implicações climáticas e energéticas dos ‘criptoativos’ nos EUA afirmou que a mineração de ativos como o Bitcoin (BTC), é uma ameaça ao combate dos Estados Unidos contra a crise climática. 

Sem dúvidas, as autoridades americanas começaram a olhar com mais preocupação para essa questão por conta do crescimento da mineração no país norte-americano. Logo após o banimento da atividade na China, os Estados Unidos se tornaram responsáveis por 38% de toda a mineração de BTC.  

Mas será mesmo que o relatório de 46 páginas está focado em banir ou ameaçar a mineração de bitcoin?

Proof of Work será banido ou entrará na lista negra dos Estados Unidos?

Bom… antes de responder a essa pergunta, você precisa saber o que é Proof of Work (PoW), ou prova de trabalho. 

O PoW nada mais é que o modelo de consenso do bitcoin. A ideia nascida através de Cynthia Dwork e Moni Naor em 1993, veio com o intuito de trazer uma ferramenta para impedir os famosos e-mails indesejados. 

Quem quisesse, de fato, mandar um e-mail, teria que mostrar sua vontade através de tempo e dinheiro gasto para essa finalidade. Sendo assim, ao utilizar a prova de trabalho, fica mais difícil de você receber um spam. 

Foi justamente essa ideia que Satoshi Nakamoto, criador anônimo do bitcoin, trouxe para a criptomoeda. Com o PoW, a dificuldade para realizar uma transação ou criar novos bitcoins aumenta com a  chegada de mais pessoas na rede. 

Dessa forma, fica cada vez mais custoso criar bitcoins do nada. Além disso, para que uma transação de BTC ocorra, uma verdadeira prova de trabalho precisa ser realizada. 

Mas como a Casa Branca entra nessa história?

A verdade é que, com o tempo, cada vez mais energia é necessária para que o proof of work seja realizado. Com políticas ESG cada vez mais fortes, o bitcoin se torna alvo, principalmente de detratores que ainda não sabem que boa parte da mineração de BTC vem de energia limpa. 

Segundo os dados do relatório do Bitcoin Mining Council (BMC), no primeiro trimestre de 2022, a mineração do maior criptoativo por capitalização de mercado utilizou 58,4% de energia sustentável. Essa porcentagem representa uma alta de 59% em comparação com o mesmo período de 2021.

No entanto, não parece que a Casa Branca deseja proibir a mineração do bitcoin e das altcoins no primeiro momento. 

Em resumo, o documento, que você poderá ler no final deste artigo, aponta que as agências federais americanas “devem fornecer assistência técnica e iniciar um processo de colaboração com estados, comunidades, indústria de criptoativos e outros para desenvolver padrões de desempenho ambiental para o projeto”.

Nesse sentido, deverão criar:

* Padrões de desempenho ambiental para o projeto;

 *Desenvolvimento e uso ​​de tecnologias de criptoativos ambientalmente responsáveis. 

Os padrões que devem ser levados em consideração nessa questão são:

*Intensidades de energia muito baixas;
*Baixo uso de água;
*Geração de baixo ruído;

*Uso de energia limpa.

“Caso essas medidas se mostrem ineficazes na redução de impactos, o governo deve explorar ações executivas, e o Congresso pode considerar uma legislação para limitar ou eliminar o uso de mecanismos de consenso de alta intensidade energética para mineração de criptoativos”.

E foi justamente a última parte que fez a fúria do mercado de criptomoedas.  

“RELATÓRIO DA CASA BRANCA: IMPLICAÇÕES CLIMÁTICAS E ENERGÉTICAS DE CRIPTO-ATIVOS NOS ESTADOS UNIDOS Não se trata de mudança climática, trata-se de controle total e absoluto. Não dê importância para isso”.

A verdade é que o que vemos nessa parte do relatório é que a proibição da mineração através do PoW seria o último recurso e que ainda seria CONSIDERADO pelo congresso. 

Os avanços das máquinas de mineração, somado aos usos cada vez mais crescentes de energias limpas e blockchains que mitigam o impacto ambiental, podem ser recursos que impedirão tal ação. Afinal, o documento aponta que eles serão considerados primeiro. 

Outro fator que está sendo observado pela Casa Branca é o custo benefício do blockchain. 

“Os benefícios potenciais da [tecnologia de contabilidade distribuída] precisariam superar as emissões adicionais e outras externalidades ambientais que resultam das operações para merecer seu uso mais amplo no ecossistema do mercado de crédito de carbono, em relação aos mercados ou mecanismos que estão substituindo. Os casos de uso ainda estão surgindo e, como todas as tecnologias emergentes, existem possíveis casos de uso positivos e negativos ainda a serem imaginados”.

Relatório completo.

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