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Saiba quem é Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais

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Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos pais, em 2002, com pena fixada em 39 anos de prisão. Porém, nesta quarta-feira (11), ela foi resistente para o regime aberto por decisão da Justiça.

Anteriormente, um pedido para a alteração de regime havia sido negado, permanecendo em semiaberto. A detenção ficou em cadeia no interior de São Paulo.

Veja abaixo mais informações.

Quem é Suzane von Richthofen

Suzane von Richthofen participou do assassinato dos pais, Manfred e Marísia Von Richthofen, em 31 de outubro de 2002, tendo sido condenada a 39 anos de prisão.

O crime, à primeira vista, parecia latrocínio. Porém, Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos confessaram o homicídio. Suzane e Daniel eram namorados da época.

Os três planejaram o crime, executados na casa da família, na zona sul de São Paulo. À época, ela havia dito às autoridades que os pais não aprovavam o namoro e faziam pressão para que ela rompesse o relacionamento.

Também de acordo com o depoimento, os pais tiveram passado a desaprovar a relação após terem descoberto que os jovens usavam drogas.

Em agosto de 2014, a 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté decidiu pela progressão do regime semiaberto, que permite saídas temporárias aos detentos.

Na época, em sua decisão, a juíza argumentou que Suzane “encontra-se presa há 12 anos, não apresenta anotação de infração disciplinar ou qualquer outro fator desabonador em seu histórico prisional”.

No entanto, Suzane Von Richthofen declarou, na ocasião, por escrito, que não tinha interesse no regime semiaberto por “temer por sua vida fora do cárcere”.

Mais tarde, em 2015, ela progrediu novamente para o regime semiaberto.

Em 16 de junho de 2016, a Justiça havia autorizado que a detenta cursasse o ensino superior. Entretanto, ela não começou um curso devido à situação econômica que não possibilitava.

Em 2018, a Justiça de São Paulo rejeitou um pedido da defesa de Suzane para a progressão para regime aberto, alegando que os testes psicológicos apresentavam traços de infantilidade, egocentrismo e narcisismo.

Em 17 de setembro de 2020, foi negado requerimento de revisão do pedido de 2018.

Em setembro de 2021, o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, da 5ª Câmara de Direito Criminal, concedeu a Suzane von Richthofen o direito de cursar faculdade de farmácia em Taubaté (SP).

Ela cumpria o regime semiaberto na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo.

Agora, cerca de 20 anos depois do destinatário, Richthofen cumprirá a pena em regime aberto.

Em nota encaminhada à CNNo poder judiciário informou que a 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté proferiu nesta quarta-feira (11) a progressão do regime de Richthofen para aberto, após ter “verificado o cumprimento dos requisitos garantidos pela Lei de Execução Penal”.

Produções audiovisuais

Dois filmes foram feitos para retratar o caso Richthofen: “A menina que matou os pais” e “O menino que matou meus pais”.

A responsável pelo roteiro é a escritora e criminóloga Ilana Casoy. Ela também é autora de livros sobre a morte de Isabella Nardoni.

As produções acontecem no meio ao crescimento do gênero “true crime” (crimes reais, em inglês), trazendo à tona debates sobre uma possível confusão entre realidade e ficção e a romantização de diversos casos.

*publicado por Tiago Tortella, da CNN

*com informações da Agência Brasil e de Giovanna Bronze, Douglas Porto e André Rosa da CNN

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