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Polícia investiga possível envolvimento de miliciano Pipito na morte de Sérgio Bomba no RJ

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A Polícia Civil do Rio investiga informações de que o miliciano Rui Paulo Gonçalves Estevão, conhecido como Pipito, tenha sido o mandante do assassinato de Sérgio Rodrigues da Costa Silva, o Sérgio Bombaapontado como chefe da milícia de Sepetiba, na Zona Oeste.

Sérgio foi executado com quatro tiros à queima roupa na cabeça na noite do último domingo (21) quando estava com a namorada em um quiosque na altura do posto 12 da praia do Recreio, também na Zona Oeste do Rio. Câmeras de segurança do estabelecimento gravaram o crime, que ocorreu por volta das 20h49 e durou cerca de cinco segundos.

Pipito, que é planejado como integrante da milícia de Luis Antônio da Silva Braga, o “Zinho”, teria ordenado, em outubro do ano passado, a queima de 35 ônibus e um trem na região da Zona Oeste. Os ataques ocorreram após a morte do criminoso Matheus da Silva Resende, o “Faustão” ou “Teteus”, de 24 anos, sobrinho de Zinho, durante uma operação policial. Faustão foi apontado como o número dois na liderança da milícia de Zinho, e foi investigado por pelo menos 20 mortes.

De acordo com o setor de Inteligência das polícias do Rio, a organização já se preparava, ainda no ano passado, para a ascensão de Pipito no comando da quadrilha. Após a morte de Faustão, ele ocupou o segundo lugar na carreira. No entanto, desde que Zinho se entregou, na sede da Polícia Federal no Rio, na véspera de Natal, foram iniciadas disputas pelo posto de chefe da quadrilha.

Em outubro do ano passado, uma operação conjunta dos policiais federais e militares do Rio prendeu dois homens que fizeram a segurança de Pipito. Os suspeitos foram encontrados em uma residência na comunidade de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste, onde também foram descobertos uma pistola e um rádio comunicador.

Segundo a PF, os agentes serviriam em outro local da mesma região, operados pelo vice-chefe da milícia, onde foram apreendidos 101 munições de calibre 5.56, seis carregadores de pistola, quatro carregadores de fuzil calibre 5.56, além de R$ 22 mil em espécie, nove cordões dourados, duas pulseiras douradas, um relógio de luxo, um par de algemas, dois celulares, dois cadernos de contabilidade e uma bandoleira de fuzil.

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