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Pesquisa inédita mostra que a LGBTQIA+ tem muito que comunidade lutar

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Quem realmente somos?

Ou melhor, quem realmente somos enquanto comunidade LGBTQIAPN+?

Às vezes, alguns de nós antes de nos reconhecermos a nós mesmos.

Sem olhar pesquisas e apenas contar com a percepção podemos dizer: Somos Muitos.

Mas muitos quantos? Faz diferença sim saber quantos e onde estamos.

Dos diversos olhares de quem carrega o peso da bandeira somos, presumidamente, quase 16 milhões de pessoas, o que corresponde a 18% da população brasileira de acordo com números divulgados hoje pela parceira das Havaianas com o instituto Datafolha. Foram 3.674 pessoas a partir de 16 anos que responderam a perguntas ressignificadas em dados para promover avanços para a população LGBTQIA+.

Como transformar a realidade sem antes conhecer-la? Essa foi uma das principais questões examinadas para se chegar na necessidade do estudo, como contorno a vice-presidente de Marketing da marca, Maria Fernanda Albuquerque: “O que você não consegue medir, você não consegue transformar. O dado que você não consegue ver, em linhas gerais não existe.”

Maria Fernanda Albuquerque, VP Global de Marketing da Havaianas / Foto: Rafa Cusato

E sim, existe e estamos inseridos nessa sociedade que tudo faz para nos expulsar. Infelizmente, se revela em números que 62% da população popular não fala sobre sua orientação sexual ou gênero no trabalho. E esse assunto nunca é às vezes, nem sempre. Que triste.

E não por aí: 17% da população LGBTQIA PN+ disseram que sempre sofrem para sofrer.

Apenas34% das pessoas, que não se declaram totalmente concordam com a comunidade de afetos comuns entre os pares homofetivos em público.

E pra fechar, uma em cada quatro pessoas que não se identifica como LGBTQIAPN+ não concorda totalmente que as pessoas da comunidade devem ter os mesmos direitos que qualquer cidadão.

Evento de divulgação da pesquisa / Foto: Ale Virgílio

Como lutar pelos nossos quando ainda é boa parte da população que não acredita que nós devemos ser assegurados?

Segundo a Maria Fernanda, essa ação pode começar através de iniciativas corporativas, como a que aconteceu para que essa pesquisa feita. “Como empresas ganharam um papel muito relevante na sociedade. Elas devem se posicionar de acordo com suas crenças, valores e fazer essa amplificação de voz da comunidade, mostrar para o mundo. É fundamental essa, essa participação posicionamento, essa postura ativa de transformação”, afirmou.

E essas mudanças não se restringem apenas ao território nacional, já que 69 países possuem alguma lei que criminaliza a comunidade LGBTQIAPN+. Nesse sentido, uma ONG All Out em quase todos os continentes e busca promover ações em parceria com organizações locais, como explica a Ana Andrade, gerente sênior de campanhas da All Out na América Latina:

“O fato de movimentos engajados no mundo inteiro ajuda a esses momentos em que elas mais precisam da nossa. Acho que o mais importante para mim é justamente esse aspecto global e de parceria, de não fazer nada sozinho, porque a gente acredita muito na construção coletiva do ativismo.”

Sem essas parcerias internacionais, a resistência seria ainda mais árdua até mesmo dentro de casa. A pesquisa mostrou ainda que, em comparação com o restante da população, hostilidade ou preconceito dentro da população família é 16 pontos percentuais maior entre pessoas LGBTQIAPN+.

Somos pessoas como qualquer outra. Não tem nada de errado com a nossa existência, não tem nada de errado com a forma como a gente ama, como a gente vive, como a gente faz as nossas coisas

Ana Andrade, gerente sênior de campanhas da All Out na América Latina

que lembra um em cada quatro que acredita que nós da comunidade não devemos ter os mesmos direitos que o resto da população? Esse é o errado. E para que ele perca a força precisamos dar luz aos números erguida os desafios para manter a bandeira.

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