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Opositor de Maduro promete liberdade política na Venezuela durante evento

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O candidato da oposição venezuelana, Edmundo Gonzalez, disse neste sábado (18) que garantirá que todos os partidos políticos sejam livres caso vença o presidente Nicolás Maduro nas eleições em julho deste ano. Ele pediu aos militares que defendessem as instituições do país conforme previsto na Constituição.

Gonzalez, ex-embaixador na Argélia e na Argentina, de 74 anos, foi nomeado candidato da coalizão de oposição, em abril, depois que a Suprema Corte do país manteve a proibição de Maria Corina Machado, vencedora das primárias, de ocupar a carga.

Eles alegaram que a medida é ilegal e uma tentativa do governo de Maduro de reprimir uma manifestação popular nas urnas em apoio a Machado.

Gonzalez e Machado falaram para uma multidão de cerca de 3 mil pessoas em La Victoria, cidade natal de Gonzalez, no centro do estado de Aragua.

À comunidade internacional, pedimos que nos acompanhem de perto neste processo, porque será decisivo para reduzir a migração e fazer da Venezuela um parceiro confiável”, disse Gonzalez em discurso.

Gonzalez também afirmou que garantirá que os movimentos políticos possam exercer os seus direitos previstos na Constituição, exigindo que os candidatos imaginem um país “onde o presidente não insulte ou veja os seus adversários como inimigos”.

“Aos que ainda acreditam no governo, garantem uma transição de transição em que todas as forças políticas poderão exercer os seus direitos no âmbito da Constituição. Às forças armadas nacionais, vocês desempenham um papel fundamental na segurança de todos de nós”, complementa.

Machado pediu apoio dos participantes a Gonzalez, a quem ela chama de homem “bom e honesto”, e realizou evento de campanha exibindo grandes fotos do candidato venezuelano.

Gonzalez aparecerá nas urnas em nome de três partidos da oposição. Enquanto Maduro, que busca sua terceira reeleição, terá seu nome estampado 13 vezes na cédula.

Uma pesquisa recente mostrou que 50% dos participantes apoiam Gonzalez, contra 32% a favor de Maduro. O levantamento tem uma margem de erro de 3,16%.

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