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O que se sabe sobre caso de mulher agredida pela PM no metrô de SP

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O caso da jovem agredido por um policial militar em uma estação de metrô de São Paulo segue repercutindo. O episódio de violência foi flagrado na tarde do último domingo (07) e já teve, como consequência, a identificação e o afastamento do policial envolvido.

Na tarde desta segunda-feira, em agenda na região do ABC Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitascondenou a atitude do policial, disse que ele será punido e alertou que não tolerará desvios nas forças de segurança.

Vídeo da agressão:

O caso

Uma mulher foi agredida com pelo menos um tapa no rosto por um policial militar fardado na tarde de sábado (6), na plataforma da estação Luz, do Metrô, em São Paulo. As imagens foram gravadas por testemunhas, que compartilharam o vídeo nas redes sociais. O policial filmado foi afastado pela PM.

Uma pessoa que comentou um dos vídeos disse ter presenciado a agressão e informou que antes do tapa no rosto captado pelas câmeras de celular, o policial já havia atingido uma vítima com chutes e outros tapas. A Polícia Militar informou que ainda não há acordos sobre o agressor e que analisa as imagens para tomar as providências cabíveis.

A CNN conversou com familiares da vítima, que corroboraram a versão de mais agressões e explicaram que a mulher voltava ao trabalho, quando se sentou na plataforma para esperar o trem. Neste momento, o policial teria se aproximado e agredido com empurrões e pontapés. “Quando ela ficou no chão, levou um tapa no rosto”, incidente de um dos familiares.

No vídeo, é possível notar que a vítima está indefesa no chão, quando o policial grita com ela apontando o dedo para o rosto da mulher pedindo para ela abaixar a mão. Depois da agressão, o policial abandonou o local.

A vítima é acompanhada pelo Fórum Mogiano LGBT+, associação pela defesa dos direitos da população LGBT+ de Mogi das Cruzes/SP, que informou que a mulher já fez um boletim de ocorrência digital e que irá fazer os exames de corpo de delito na segunda-feira (8).

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública informou que lamenta o ocorrido e esclarece que a conduta apresentada não condiz com as diretrizes das forças de segurança paulistas.

O Metrô informou que o caso é de responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública e que não irá comentar.

A advogada Ana Marques, que representa uma mulher que foi vítima de agressão por um policial militar na plataforma da estação Luz, do Metrô, no último sábado (6), anunciou que planeja incluir uma denúncia de homofobia no boletim de ocorrência.

A CNN conversou com o representante da vítima, que relatou que o policial era homofóbico e que além da agressão registrada por testemunhas, houve mais agressões por parte do agente.

Marques informou que, além das sequelas físicas, a vítima está muito abalada emocionalmente e que relatou que o policial teria dito que “já que ela queria ser homem, iria apanhar como homem”.

“O vídeo só mostra o tapa no rosto, mas foram feridas outras agressões. Ela tem arranhão no braço, hematomas e um machucado na perna”, disse a advogada.

Na tarde desta segunda-feira (8), a vítima irá ao Instituto Médico Legal (IML) realizar o exame de corpo de delito. Depois disso, a defesa irá acompanhar a vítima na Coordenadoria da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, que deverá assumir o caso para fazer a formalização do caso.

Afastamento e tolerância

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que o policial militar flagrado agredindo uma mulher em uma estação de metrô será “severamente punido”. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (08), em Santo André.

Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio falou sobre o caso. “Identificamos o policial, já está afastado do serviço da rua. Lamentamos profundamente, não condiz com a grandeza dessa instituição Polícia Militar, que é uma instituição de excelência. Não toleraremos nenhum tipo de desvio. Esse policial militar será severamente punido, e é o mesmo destino que terá todo o mundo que não entenda necessário tratar nosso cidadão com urbanidade, que desrespeite os princípios da corporação”, disse o governador.

Ele ainda pediu desculpas à sociedade pela ação da polícia e disse policiais que ultrapassarem limites serão punidos até com expulsão da PM. Abaixo, leia a fala de Tarcísio na íntegra:

“Já identificamos o policial, esse policial já está afastado do serviço da rua. É uma coisa que a gente lamenta, não condiz com a grandeza dessa instituição Polícia Militar, que é uma instituição de excelência. Nós não vamos tolerar nenhum tipo de desvio. Esse policial militar será severamente punido e é o mesmo destino que terá todo o mundo que não entende que é necessário tratar o nosso cidadão com humanidade, que desrespeite aqueles princípios da corporação. Sou o primeiro cara a defensor da polícia no enfrentamento contra o bandido, no enfrentamento ao crime, mesmo que esse enfrentamento, por vezes, seja duro, com confronto que a gente não quer. Agora, por outro lado, não vamos tolerar de jeito nenhum esse tipo de excesso, abuso, são coisas que falam mal da instituição, que atingem a imagem da instituição e nós temos que preservar essa instituição, que é uma instituição importante. O destino dessas pessoas que resolverem transgredir será a proteção disciplinar, o afastamento da corporação, a expulsão e nós vamos agir com muita força para impedir que comportamentos dessa natureza se repitam. Então, a gente lamenta, pedimos desculpas à sociedade e não vamos tolerar esse tipo de comportamento.”

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