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Ministério Público apura se contraventor é mandante da morte de Marielle Franco

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UMA Operação Calígularealizada nesta terça-feira (10), pode ajudar o Ministério Público do Rio de Janeiro a descobrir o mandante da morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. O Diogo Erthal confirmou em entrevista coletiva que uma das hipóteses com qual o MPRJ trabalha é que o contraventor Rogério de Andrade seja o mandante do assassinato.

UMA CNNErthal chamou o homem, que está fora da Justiça, de “suspeito óbvio” do crime, pela ligação que ele já tinha com Ronnie Lessa, acusado pelo assassinato de Marielle.

Para os promotores, Lessa atua como uma espécie de segurança de Andrade e foi chamado por ele a expansão dos negócios da organização criminosa na zona Oeste do Rio um mês depois do homicídio da vereadora, em abril de 2018.

“A organização tinha o Lessa como elemento de grande confiança num momento muito próximo à morte de Marielle Franco”, disse o promotor. “O que chama atenção é a proximidade entre os fatos e um vínculo de confiança muito forte estabelecido entre eles no momento concomitante ao assassinato”, completou.

Marielle Franco foi morta no dia 14 de março de 2018. Mensagens interceptadas pelo Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). que no mês seguinte, em abril, Rogério de Andrade procurado Ronnie Lessa A proposta era abrir um bingo clandestino na Barra da Tijuca, zona oeste carioca.

Em julho, três meses depois da negociação, o estabelecimento foi lançado no Quebra-mar na Barra. No mesmo dia, a Polícia Militar fez uma operação e impediu o funcionamento do bingo, com apreensão de 80 máquinas de caça-níquel.

Segundo o Gaeco passa então a articular uma liberação para que o local volte a funcionar e a recuperação das máquinas apreendidas. Neste momento da investigação aparece o nome da delegada licenciada Adriana Belém, então titular da 16ª Delegacia, da Barra da Tijuca, presa na tarde desta terça após a decretação de detenção preventiva pelo Tribunal de Justiça.

Segundo a denúncia do MP, o pagamento de queina teria ocorrido, a delegada em agosto 201, prop da portaria de estacionassem para retirar as máquinas.

Na casa dela, foram todos malas com dinheiro. Depois de quase nove horas contando como notas, os promotores estão finalizando um soma de R$1.765.300 apreendido.

Na casa do delegado, Marcos Cipriano, apontado como parte da organização criminosa, os promotores determinaram a decisão judicial desta terça que baseou a operação-feira. Como o documento era sigiloso, as informações vão ser investigadas.

A reportagem da CNN tenta contato com a defesa de Adriana Belém e Marcos Cipriano, mas ainda não teve retorno.

Para o MP, a abertura do cassino foi o primeiro ato de Lessa depois da morte de Marielle. Os promotores disseram que ele estava “frio” e “confiante” após o assassinato do qual é réu. A conclusão vem a partir da troca das mensagens entre Lessa e Andrade avaliação das MP.

17 celulares, 5 notebooks e 107 máquinas de caça, o Gaeco ainda apreendeu de pessoas, o Gaeco ainda apreendeu desmontando no Recreio. Para os promotores, os locais ajudam a financiar outras atividades criminosas.

Números da Operação Calígula

  • 29 mandados de prisão
  • 119 mandados de busca e apreensão
  • 12 prisões
  • R$ 1,76 bilhões apreendidos na casa da Adriana Belém
  • 17 celulares apreendidos
  • 5 cadernos apreendidos
  • 107 máquinas de caça apreendidas

Em entrevista à CNNo advogado Ary Bergher, que defende Rogério Andrade, afirmou que citar o nome de Marielle para chegar até o cliente dele é ‘vergonhoso’.

“É muito triste usar a cortina de fumaça um assassinato de uma vereadora, de uma moça negra, que tem uma história de vida, para tentar tentar a operação midiática sobre o jogo do bicho, sobre o Rogério. Até hoje os suspeitos não sérios para apresentar um lastro probatório apresentar quem são os mandantes. Isso é vergonhoso”, disse.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que ambos os delegados da operação não têm cargas atualmente. “Adriana Belém está afastada de licença e Cipriano trabalhando em outra instituição”.

De acordo com os processos administrativos, “a Corregedo pedidoria acesso à investigação para o andamento dos processos administrativos”.

Já a defesa de Lessa afirmou que soube pela imprensa do ocorrido.

“Nós ainda vamos nos inteirar do que está disponível. Saber se há acusações, qual acusação e quais são os elementos que subsidiam ela. Por enquanto, não temos como nos posicionar. Estamos no escuro”, afirmou.

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