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Lira autoriza escolta policial para deputado que denunciou ameaças

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), autorizou a escolta da Polícia Legislativa para o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM).

A chancela foi publicada na noite de sexta-feira (19) e autoriza a proteção policial dentro do Distrito Federal pelo período de 30 dias a partir de 19 de janeiro.

O documento ao qual a CNN teve acesso foi enviado ao Departamento de Polícia Legislativa (Depol) para que a guarda pessoal do parlamentar fosse rompida.

Amom Mandel vem usando as redes sociais, desde o início do ano, para denunciar que tem recebido ameaças e tentativas de cooperação.

Em uma das publicações, o deputado aparece em um vídeo afirmando que as investidas para o intimidador tiveram início após ele denunciar à Polícia Federal o envolvimento de membros da alta cúpula de Segurança Pública do Amazonas com organizações criminosas na região.

O parlamentar também denunciou que ele e a companheira foram vítimas de uma abordagem policial truculenta e fora dos padrões em Manaus (AM). Para Mandel, essa ação tem ligação com a tentativa de coação.

“Se alguém desse estado acha que colocar uma arma na minha cabeça ou apontada para minha companheira vai me intimidar e me fazer recuar, está muito enganado”, declarou Mandel em vídeo publicado no X (antigo Twitter).

Polícia Federal

Na semana passada, Lira também enviou à Polícia Federal um pedido de escolta ao deputado quando ele estiver no Amazonas em compromissos como parlamentares – uma vez que os policiais legislativos só darão proteção a Mandel na região do Distrito Federal.

Em ofício enviado à Superintendência Regional da PF do Amazonas, o presidente da Câmara aponta que o parlamentar amazonense tem sido frequentemente alvo de ameaças e constrangimentos ilegais, o que estaria prejudicando as prerrogativas constitucionais de sua carga.

“Solicito o destacamento de policiais das fileiras da Polícia Federal para proceder à escolta pessoal do deputado federal Amom Mandel em seus compromissos nesse estado (Amazonas)”, detalhou Lira no documento.

Lira também pediu que a polícia federal tome “todas as providências indispensáveis ​​para garantir a segurança do congressista em questão, respeitando os limites territoriais da região amazônica”.

Segunda apuração da CNN, há uma expectativa de que pelo menos dois policiais federais do Amazonas também sejam escalados para a proteção pessoal do deputado quando ele estiver no Estado. A reportagem apurou que o pedido de escolha da PF ainda está em análise.

Sobre as denúncias feitas por Amom Madel, a PF informou que a apuração está em andamento, mas sob sigilo para “preservar o sucesso investigativo”.

Procurado, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), disse ao analista da CNN Larissa Rodrigues que a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP) não recebeu nenhum tipo de notificação ou pedido de explicação por parte da PF, mas está à disposição para esclarecer ou que seja preciso.

O governador também negou que a abordagem policial sofrida pelo deputado em Manaus teria algum caráter intimidatório.

“A SSP ressalta que a abordagem realizada é um procedimento padrão aplicado a qualquer cidadão e que em todo momento da ocorrência o deputado foi tratado com cordialidade, sendo orientado quanto às medidas que poderiam ser aprovadas naquele momento”, afirma a nota enviada pelo governador.

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