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Júri de policial penal que matou tesoureiro do PT será nesta quinta-feira no Paraná

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O júri popular do policial penal Jorge Guaranho, acusado de matar o guarda municipal Marcelo Arruda, será na próxima quinta-feira (4) no Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu, conforme decidido pela Justiça do Paraná. O julgamento, que estava previsto para 7 de dezembro do ano passado, acabou sendo adiado.

À época do crime, que ocorreu durante a festa de 50 anos de Arruda, que tinha o tema do PT, Guaranho, que é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiu a comemoração e trocou tiros com ele.

Segundo relatos, o Guaranho teria se irritado com o tema da festa.

Aos gritos de “Bolsonaro” e “mito” o homem ameaçou os presentes e saiu.

Logo depois, ao reencontrar Arruda, atirou no aniversariante, que também estava armado, e reagiu — mas acabou não resistindo.

Guaranho está preso e é réu por homicídio duplamente avançado, com agravante de motivo fútil e perigo comum. No último dia 19, a defesa dele deixou o caso alegando “inadimplemento contratual”.

Agente federal no presídio de Catanduvas, o Guaranho também foi demitido no último dia 19 por três infrações disciplinares, como o uso de arma em atividade particular, pela prática de ato de improbidade administrativa e pela incontinência pública.

Agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, investigado pelo assassinato da guarda municipal e membro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Aloizio de Arruda / Reprodução/Facebook

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também classificou a conduta do acusado como “violenta e ofensiva”.

Na decisão, o ministro entendeu que a conduta de Guaranho é incompatível com a moralidade administrativa, além de ser uma afronta grave aos valores institucionais da atividade policial.

*Sob supervisão de André Rigue

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