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Imóveis, cheques e itens de luxo são mais usados para crimes financeiros do que criptomoedas, mostram pesquisas.

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São Paulo, 05 de maio de 2024 – O que todas as organizações criminosas, sejam envolvidas em tráfico de drogas, fraudes, crimes ambientais ou tráfico de armas, têm em comum é a necessidade de legalizar ganhos ilícitos.

Pesquisas recentes de instituições globais como Europol e Departamento de Justiça dos EUA mostram que imóveis, artigos de luxo e dinheiro são os meios mais usados na lavagem de dinheiro, contrapondo críticas infundadas de que as criptomoedas são largamente usadas para este fim.

Os dados corroboram outros, divulgados anteriormente, que mostram que apenas uma parcela pequena das transações com criptomoedas está associada a atividades criminosas.

Mesmo com o aumento crescente da adoção de ativos digitais por investidores individuais e a aceleração do uso de cripto por investidores institucionais nos últimos meses, estatísticas mostram que os esforços da indústria para aumentar os controles, governança e segurança do ecossistema têm resultado em redução do uso dos ativos digitais por criminosos.

Dados da Chainalysis mostram que a participação de transações ilícitas no mercado de criptomoedas foi de 0,34% em 2023, ante 0,42% no ano anterior, ao mesmo tempo que o valor dos ativos digitais recebidos por endereços ilícitos vem diminuindo ano a ano.

Empresas globais do ecossistema blockchain e de criptomoedas vêm investindo para aumentar a segurança e o controle de suas plataformas, ao mesmo tempo que intensificam os esforços de combate e investigação de atividades ilícitas, muitas vezes em parceria com autoridades governamentais.

A Binance, líder da indústria em número de usuários e volume de negócios, aumentou os investimentos em conformidade em 35%, para US$ 213 milhões, somente em 2023.

A exchange tem mais de 500 profissionais atuando exclusivamente em conformidade e investigações. Os resultados já se mostram em números.

Europol: redes criminosas da UE preferem imóveis

Dados da Europol, Agência de Cooperação Policial da União Europeia, sugerem que imóveis, bens de luxo e negócios com alta movimentação de dinheiro servem como instrumentos predominantes de lavagem de dinheiro pelas principais redes criminosas da UE.

As criptomoedas, por sua vez, representam apenas uma pequena porcentagem. Relatório da Europol com base em informações de 821 redes criminosas ativas da região mostra que imóveis são o principal veículo de lavagem de dinheiro (41%), seguidos por bens de luxo (27%) e negócios intensivos em dinheiro, como hotelaria (20%).

Embora as criptomoedas sejam listadas por críticos ao ecossistema como meio largamente usado por criminosos, elas representam 10% do total.

Europol Redes Criminosas Da Ue Preferem Imóveis
Meios mais usados para lavagem de dinheiro por redes criminosas na UE. Fonte: Europol

 

Abaixo de 1% dos fundos ilícitos globais

A empresa de análise de blockchain Chainalysis estima que o valor total de ativos digitais recebidos por endereços ilícitos ao longo de 2023 foi de US$ 24,2 bilhões, contra US$ 39,6 bilhões em 2022.

Esses números representam tanto os ativos roubados em hacks de criptomoedas quanto os fundos enviados para carteiras designadas pela Chainalysis como ilícitas: endereços associados a grupos de ransomware, operações de fraude, mercados da darknet, financiamento do terrorismo e a maior categoria em volume – entidades e jurisdições sancionadas, podendo ser considerada a avaliação mais rigorosa e abrangente da escala da atividade criminosa associada a ativos digitais que temos hoje.

Como comparação, o recém divulgado Relatório de Crime Financeiro Global da NASDAQ mostra que o montante total de fundos ilícitos transacionados pelo sistema financeiro global no último ano atingiu a impressionante marca de US$ 3,1 trilhões, englobando tanto criptomoedas quanto moedas fiduciarias.

Embora esses dois números não sejam perfeitamente comparáveis, uma vez que são extraídos de dois relatórios distintos usando metodologias variadas, o volume de fundos ilícitos de criptomoedas, de acordo com a Chainalysis, constitui exatamente 0,78% do volume total de fundos ilícitos globais, de acordo com a NASDAQ.

Tesouro: criptomoedas muito atrás dos métodos convencionais de lavagem de dinheiro

Todo ano, o Tesouro dos Estados Unidos publica as Avaliações Nacionais de Risco de Lavagem de Dinheiro, Financiamento do Terrorismo e Financiamento da Proliferação, detalhando as principais vulnerabilidades e riscos financeiros ilícitos que ameaçam os americanos.

A Avaliação de Risco de Lavagem de Dinheiro de 2024, embora observe as tendências existentes e emergentes nos riscos associados às criptomoedas, declara explicitamente que “o uso de ativos virtuais para lavagem de dinheiro continua a permanecer muito abaixo do que moedas fiduciárias e métodos mais convencionais que não envolvem ativos virtuais”.

A maior parte do relatório se concentra nos riscos persistentes e emergentes de lavagem de dinheiro relacionados a domínios convencionais, como o uso indevido de entidades legais; falta de transparência em algumas transações imobiliárias; falta de cobertura AML/CFT abrangente para setores relevantes, como consultores de investimentos; profissionais cúmplices que abusam de suas posições ou empresas; e fraquezas de conformidade e supervisão em algumas instituições financeiras regulamentadas.

Todas essas áreas representam males estruturais familiares inerentes ao sistema financeiro tradicional e às práticas corporativas, destacando a maneira como o crime financeiro é um problema sistêmico, em vez de algo que poderia ser culpado por um tipo específico de infraestrutura tecnológica ou classe de ativos.

Contrariando percepções equivocadas, dados revelam que as criptomoedas representam uma fração mínima dos fundos ilícitos globais. Corretoras de criptomoedas como a Binance possuem diversos sistemas de segurança com respostas muitas vezes mais rápidas que o sistema financeiro tradicional, contribuindo para o bloqueio imediato e amplo de fundos.

A blockchain, por sua vez, oferece o nível de transparência necessário para a condução de investigações por autoridades, que permite o rastreio de fundos e a identificação de redes criminosas e indivíduos.

Sobre a Binance

A Binance é a líder global de ecossistema blockchain e proprietária da maior exchange de criptomoedas do mundo em volume de negociação e usuários registrados.

A Binance tem a confiança de mais de 190 milhões de pessoas em mais de 100 países, construída por sua segurança de ponta na indústria, transparência, velocidade de negociação, proteções para investidores e portfólio incomparável de produtos e ofertas de ativos digitais que vão desde negociação e finanças até educação, pesquisa, projetos sociais, pagamentos, serviços institucionais e recursos Web3.

A Binance se dedica a construir um ecossistema cripto inclusivo para aumentar a liberdade do dinheiro e o acesso financeiro para pessoas em todo o mundo, tendo cripto como meio fundamental.

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