Grandes empresas pausam anúncios no Facebook, ações reagem e caem 8%

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Logo após o início da campanha #StopHateForProfit,  grandes empresas pausaram seus anúncios no Facebook. Ademais, pedem à gigante das redes sociais que aumente seus esforços na luta contra o discurso de ódio e a desinformação. Unilever, Coca-Cola e Honda Motor foram algumas das empresas que desistiram da plataforma.

O avanço desta campanha, somado com o desinteresse do FB, pode fazer com que muitos outros anunciantes abandonem a rede social. Contudo, a empresa conta com 8 milhões de anunciantes em todo mundo. Ou seja, para que ela realmente sinta o peso dessa indiferença, um grande número de anunciantes, precisa participar dessa campanha.

Apesar disso, as marcas acima citadas investem bilhões na rede social. Isso certamente afetará os resultados do FB. Na última sexta-feira, por exemplo, as ações da gigante americana passaram por uma queda de 8% e ainda continuam oscilando para baixo.

A importância dos anúncios para o Facebook

Os anúncios são, sem dúvida, a maior fonte de renda da rede social. Somente em 2019, a empresa arrecadou US$70 bilhões em receita publicitária. Além de passar com os problemas de retiradas das grandes empresas, o gigante sente o peso da pandemia em seus negócios. Todavia, de acordo com a Sleeping Giants, causar problemas financeiros ao Facebook não é o objetivo.

“Lembre-se de que a campanha #StopHateForProfit não trata de prejudicar a linha de fundo do Facebook, mas de um acerto de contas mais amplo em torno da falta de moderação de ódio e desinformação da plataforma. Os anunciantes não querem patrocinar conteúdo ou mentiras violentas e preconceituosas”.

O baixo desempenho das ações do Facebook

Com o resultado da queda de sexta-feira, as ações do FB chegaram a US$216,08. Isso significa uma derrocada de US$56 bilhões em capitalização de mercado do Facebook. No entanto, o baque não parou por aí. Na segunda-feira, elas estavam sendo negociadas a US$210,10. Ou seja, passou por uma queda de 2,77%.

Resposta do Facebook

Inegavelmente Mark Zuckerberg não poderia ficar calado. De acordo com o CEO do Facebook sua empresa iniciará novas medidas e mudará suas políticas para proibir o discurso de ódio nos anúncios. Ou seja, a gigante proibirá anúncios que citem pessoas de uma determinada raça, etnia, nacionalidade, casta, gênero, orientação sexual ou origem imigratória.

“Estou comprometido em garantir que o Facebook continue sendo um lugar onde as pessoas possam usar sua voz para discutir questões importantes. Mas também sou contra o ódio ou qualquer coisa que incite à violência ou suprima a votação, e também estamos comprometidos em remover esse conteúdo, não importa de onde ele venha”.
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