Governo cazaque renuncia, fecha a internet em meio a protestos, fazendo com que a taxa de hash da rede Bitcoin caia 13,4%

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Na quarta-feira, o Cazaquistão, o segundo maior país do mundo quando se trata de taxa de hash de mineração de Bitcoin (BTC), experimentou uma agitação política sem precedentes devido a um forte aumento nos preços dos combustíveis. Como resultado, o gabinete presidente do país renunciou, mas não antes da estatal Kazakhtelecom desligar a internet do país, fazendo com que a atividade da rede caísse para 2% das alturas diárias.

A medida foi um duro golpe para a atividade de mineração de Bitcoin no país. De acordo com os dados compilados pelo YCharts.com, a taxa geral de hash da rede Bitcoin caiu 13,4% nas horas após o desligamento de cerca de 205.000 petahash por segundo (PH/s) para 177.330 PH/s. O país responde por 18% da atividade de hash da rede Bitcoin.

Apenas alguns dias antes, o governo cazaque removeu os limites de preço do gás liquefeito de petróleo usado como combustível para carros para se alinhar às condições de mercado, que dobraram seu preço da noite para o dia, provocando protestos violentos. No momento da publicação, a internet permanece inacessível no Cazaquistão. Se estendidas, as consequências podem ser graves, pois além dos serviços de Internet, a Data Center Industry & Blockchain Association do Cazaquistão espera que o país gere US$ 1,5 bilhão em atividades legais de mineração de criptomoedas (e outros US$ 1,5 bilhão em atividades ilícitas) nos próximos cinco anos.

Os baixos preços de energia do país atraíram entidades nacionais e estrangeiras para se estabelecerem na mineração de Bitcoin. De acordo com os preços globais da gasolina, a eletricidade no Cazaquistão custa, em média, apenas US$ 0,055 por kWh para as empresas, uma fração dos US$ 0,12 por kWh que as empresas americanas pagam.

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