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Farmacêutica vai priorizar o SUS e vacina contra dengue não será mais vendida para rede particular

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A farmacêutica japonesa Takeda divulgou, na noite desta segunda-feira (5), uma nota informando que não firmará novos contratos com clínicas privadas e nem com estados e municípios para vender vacinas da dengue. A empresa afirmou que, devido aos dados alarmantes da doença no Brasil, está equipamentos em atender de forma prioritária o Ministério da Saúde.

“Essa decisão planeja apoiar o Ministério da Saúde no seu propósito de promover o acesso da vacina contra a dengue de forma integral e gratuita para a população brasileira”, diz a nota.

A vacina Qdenga distribuída a ser distribuída ao Sistema Único de Saúde (SUS) nesta semana, segundo o Ministério da Saúde. Os 521 municípios que receberem as doses deverão organizar o cronograma de imunização. Como não há doses suficientes para todo o país, os municípios escolhidos foram aqueles que compõem 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.

O público que receberá a vacina composta por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue, após pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa).

A Takeda explicou que vai cumprir os contratos já firmados e garantiu a entrega das doses permitidas para que as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante na rede privada complete seu esquema vacinal — conforme a necessidade da aplicação de duas doses com intervalo de três meses — mas novos contratos não serão fechados.

A farmacêutica disse ainda que está comprometida em apoiar as autoridades de saúde, e que voltou todos os seus esforços para atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI).

Serão entregues 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e há previsão de entrega de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025. “Estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso”, afirma a Takeda.

Segundo a empresa, um plano estratégico para incrementar o fornecimento global da vacina foi montado. A meta é chegar a 100 milhões de doses anuais até 2030, incluindo a inauguração de um novo centro global dedicado à produção de vacinas, em Singen, na Alemanha, previsto para ficar pronto em 2025.

A sede da Takeda no Brasil também está buscando parcerias com laboratórios públicos nacionais para aumentar a capacidade de produção da vacina.

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