Dólar volta a superar R$5,20 com temor global por Covid-19 Por Reuters

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© Reuters. Dólar abre com forte alta ante real em meio a aversão ao risco
23/03/2021
REUTERS/Mohamed Azakir

SÃO PAULO (Reuters) – O tinha forte alta e voltava a superar 5,20 reais nesta segunda-feira, começando a semana sob intensa pressão do exterior, onde moedas e outros atidos de risco caíam em meio a temores económicos decorrentes de novos saltos de casos de Covid-19 em alguns países.

O recesso no Congresso Nacional e a agenda macro doméstica relativamente tranquila nos próximos dias direciona as atenções de investidores para o plano internacional, com a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) no foco dos mercados nos próximos dias e podendo gerar volatilidade.

Por ora, o ponto de receio está no aumento constante de novos registros de Covid-19 em países asiáticos, que até então vinham com a epidemia mais contida.

O possível impacto econômico de novos lockdowns nesses locais e alguma perda de ímpeto nas projeções mais otimistas para o EUA têm deixado investidores nervosos, num momento em que o banco central norte-americano (o Fed) lida com inflação mais alta em paralelo a uma concessão de estímulos. No pior dos cenários do mercado está uma estagflação –baixo crescimento econômico e preços mais altos.

“Embora continuemos esperando que o dólar passe a cair nos próximos meses, a incerteza de curto prazo em torno do crescimento global e das perspectivas da política monetária argumenta contra novas vendas por enquanto, em nossa opinião”, disseram estrategistas do Goldman Sachs (NYSE:) (SA:) em nota.

Às 10h02 (de Brasília), o dólar à vista avançava 1,44%, a 5,1905 reais na venda, depois de bater 5,203 reais (+1,68%) na máxima intradiária. Na mínima, atingida logo no início do pregão, a moeda desceu a 5,11209 reais, queda de 0,10%).

Na B3 (SA:), o de primeiro vencimento subia 1,43%, a 5,1935 reais, após alcançar 5,209 reais, maior valor desde 13 de julho.

No exterior, o –que mede o valor da moeda frente a uma cesta de pares– subia 0,25%, para os picos desde abril.

A narrativa de “reflação global” –aumento de preços com crescimento econômico pós-crise–, contudo, ainda é citada por vários analistas como argumento de baixa para o dólar. O banco ING inclusive vê o real como beneficiário desse cenário, junto com outras divisas pró-cíclicas, como , e .

(Por José de Castro)

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