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Como proteger a infância de meninos e meninas no Brasil?

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Os dados são alarmantes. Segundo o Anuário de Segurança Pública 2023, a cada hora, 6 crianças ou adolescentes são vítimas de violência sexual no Brasil. E esse número deve ser ainda maior, já que apenas 8,5% dos casos são, de fato, denunciadosde acordo com dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Ainda conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, 61,4% dos estupros cometidos no Brasil são de menores de 13 anos de idade; desse total, 86% das vítimas são meninas. E mais: 72,2% dos casos de abuso sexual, crimes contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa, sendo 71,5% deles praticados por familiares. No país, 18% das meninas que fugiram da escola foram por motivo de gravidez. Segundo estudo do Banco Mundial, o Brasil deixa de produzir U$ 3,5 bilhões em razão da gravidez precoce.

Essa realidade precisa ser urgentemente transformada, e precisa do engajamento de toda a sociedade. A Vibra, maior distribuidora de combustíveis e empreendimentos do Brasil, já está fazendo a sua parte. Comprometida com a causa social “Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, a companhia está mobilizando todo o seu ecossistema para reverter este grande problema que assola o Brasil.

Em maio, mês em que o tema é pautado na agenda nacional, por causa do dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Dia 18 de Maio), a empresa lançou a campanha “Exploração Sexual Zero”, uma iniciativa que busca conscientizar todos os seus públicos sobre o problema e incentivar denúncias através do Disque 100. A companhia se uniu a diversos outros atores da sociedade civil, como o Instituto Liberta, que trabalha pelo fim de todas as violências sexuais contra crianças e adolescentes , e a Childhood Brasil, que tem a Vibra como parceira, desde 2019, no seu Programa “Na Mão Certa”, de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras, incluindo as cercanias de postos de combustíveis, parcela significativa dos pontos vulneráveis .

A ideia agora é ampliar esse movimento com diversas ações de conscientização, mobilização e advocacia junto aos stakeholders da companhia, como vendedores, transportadores, motoristas, colaboradores, consumidores finais, formadores de opinião e demais parceiros do setor privado para fortalecer o enfrentamento a esse crime . “Nosso desafio é fazer com que o Brasil veja o que nós vemos, entender as consequências pessoais e sociais dessa violência e, a partir daí, construir políticas públicas para transformar essa triste realidade”, reforça Luciana Temer, Diretora Presidente do Instituto Liberta.

Exploração sexual nas Rodovias Federais

De acordo com dados do Projeto Mapear, desenvolvido pela Polícia Rodoviária Federal referentes a 2021-2022, há 9.745 pontos vulneráveis ​​à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais, dos quais cerca de 3.400 são postos de combustíveis. Para dar visibilidade a esse problema, e chamar a atenção do público, a Vibra lança dia 18 de maio uma campanha nos postos Petrobras, com apoio de vendedores, em mídias como televisão e em redes sociais. Além disso, traçou um cronograma de formação e treinamento de lideranças, colaboradores e multiplicadores e também sensibilizou os parceiros presentes em todos os eventos e encontros que a companhia realizou ou participou este ano, como o Vem de Vibra, que reuniu sua rede de revenda, o Web Summit, como etapas da Stock Car Pro Series, entre outros.

“É papel do setor privado mobilizar e engajar a sociedade como um todo em uma causa. A Vibra quer ser um agente de mobilização desta mudança, que protege crianças e adolescentes, aproveitando sua presença em diversos setores e também por ser a única distribuidora de combustíveis presente em todos os estados brasileiros. Eu pessoalmente acredito nesta causa e sei que é tempo de construir um futuro que será transformado pelas nossas ações hoje”, conclui o CEO da Vibra, Ernesto Pousada.

“A exploração sexual é um crime e uma violação dos direitos humanos, um tema difícil, porém necessário de ser enfrentado pela sociedade. Crianças e adolescentes não se 'prostituem'; eles são vítimas e não devem ser culpados pela violência que sofrem. O papel das empresas é fundamental para divulgar boas práticas e empenhar esforços articulando sua cadeia de valor para ampliar o círculo de proteção de crianças e adolescentes”, reforça Eva Dengler, superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil.

Além da campanha de engajamento da sociedade, a Vibra está apoiando projetos sociais no Brasil que trabalham com crianças e adolescentes de modo a fortalecer a rede de proteção e prevenir a exploração sexual, incluindo também espaços de acolhimento a famílias, que prevê o incentivo à geração de renda e inclusão produtiva de famílias em situação de vulnerabilidade. No Norte do País, no Pará, a Vibra participa do Projeto Coalizão Territorial Pará, iniciativa da Childhood Brasil com outras empresas que atuarão nos municípios de Itaituba, Breves e Barcarena, para estruturar ações de prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes com foco nas operações portuárias associadas ao transporte de carga rodoviária e hidroviário da região. No Nordeste, está apoiando o Projeto Gente Grande, do Instituto Pequeno Nazareno, em Fortaleza (CE), que atua na capacitação de 300 adolescentes em situação de vulnerabilidade.

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