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CEO do JPMorgan: bitcoin é um esquema ponzi descentralizado

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Conforme observado nos últimos anos, o Bitcoin (BTC) tem dividido a opinião de investidores. 

De Warren Buffett a Elon Musk, os detratores e defensores da criptomoeda primária sempre imprimem suas visões sobre o ativo blockchain. 

Recentemente, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase & Co, reforçou a sua postura do lado dos detratores da criptomoeda primária. 

De acordo com Dimon, o Bitcoin e demais criptomoedas não passam de um esquema ponzi descentralizado. 

“Sou um grande cético em relação aos tokens criptográficos, que você chama de moeda, como bitcoin. São esquemas Ponzi descentralizados”, disse o banqueiro. 

No entanto, é importante apontar que a fala do executivo não representa a visão do banco. Afinal, a multinacional fornece alguns serviços relacionados às criptomoedas para seus clientes. 

Ademais, Dimon não é crítico do blockchain e das stablecoins. O empresário acredita que os mesmos podem trazer benefícios para o sistema financeiro, mas uma regulamentação abrangente é necessária.

Dimon e Bitcoin

O executivo do JPMorgan chama a atenção no mercado cripto por sua postura negativa em relação ao meio dos criptoativos.

Ao longo dos anos, Dimon rotulou o Bitcoin como “sem valor” e disse que os investidores deveriam ficar longe do BTC.

Na fala mais recente, o empresário teceu críticas à criptomoeda dizendo que criminosos a utilizam para  operações ilícitas como  lavagem de dinheiro e tráfico sexual.

Mas será que isso é mesmo verdade?

Todavia, o que vemos é algo completamente diferente da afirmação de Dimon. Isso porque os bancos estão sendo sancionados por envolvimento em lavagem de dinheiro em grande escala.

Segundo documentos vazados do FinCEN, grandes bancos transmitiram trilhões de dólares relacionados a indivíduos suspeitos e criminosos conhecidos.

Por outro lado, o blockchain, tecnologia por trás do bitcoin, se mostra transparente para que todos possam ver o que está sendo transacionado na rede. 

Dessa forma consegue dificultar o processo de lavagem. 

Além disso, não existe forma melhor para cometer atividades ilícitas que através do dinheiro vivo que não pode ser rastreado. 

Estudos apontam que entre 34% e 39% de toda a moeda em circulação é empregada nessas atividades.

Leia também: Coinbase nega as alegações de negociação proprietárias do The Wall Street Journal

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