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Câmeras corporais mostram momento em que policial militar matou idoso inocente em SP

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O aposentado Clóvis Marcondes de Souza, de 70 anos, morreu depois de ser atingido por um tiro feito pelo sargento da Polícia Militar Roberto Marcio de Oliveira, em 7 de maio, na Zona Leste da cidade de São Paulo.

O policial foi investigado e indiciado por homicídio culposo no âmbito da Justiça Militar e cumpre prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes.

A CNN teve acesso às câmeras corporais utilizadas pelos policiais que atenderam a ocorrência em que é possível identificar o momento do disparo fatal, que foi feito dentro da viatura da Polícia Militar. Especialistas apontam erros de procedimento.

O coronel da reserva da Polícia Militar e o advogado Frederico Afonso destacam que houve erro durante a abordagem. “Pela análise das imagens, há um erro no toque ao protocolo de abordagem a motocicleta, o veículo de duas rodas, como também chamamos. Há um erro, sim, na forma como foi abordado”, explica.

A advogada Gabriela Silvestre, que atua na defesa da família do idoso, também destaca que houve falha de procedimento da Polícia Militar durante uma ocorrência.

“A abordagem policial não respeitou os procedimentos mínimos de segurança recomendados pela própria polícia militar, demonstrando uma grave acusação de dolo eventual”, destacou.

Abordagem a suspeitos e mais erros de procedimento

Outras imagens de dispositivos dos demais policiais que atenderam a ocorrência mostram o início de uma perseguição a dois homens em uma moto na rua Platina, no bairro do Tatuapé. Quando uma viatura se aproxima dos suspeitos, um policial faz o disparo que atinge a vítima, que não tinha nenhuma relação com a ocorrência.

Na sequência, os suspeitos são revistados e colocados sentados próximos a um carro estacionado na rua. Momentos depois, os policiais perceberam que o tiro atingiu o idoso e acionaram o socorro. Agentes do Corpo de Bombeiros tentam por vários minutos reanimar a vítima, porém sem sucesso.

Gabriela Silvestre também relata que os policiais envolvidos no caso erraram no registro, uma vez que a ocorrência deveria ter sido encaminhada para investigação da Polícia Civil e não somente no âmbito da Justiça Militar.

“Nesse momento, a família luta para que a apuração da morte do Sr. Clóvis seja feita de acordo com a lei e de maneira imparcial pelos órgãos responsáveis, destacando a tentativa de atuação do DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa] após o registro da ocorrência na Polícia Civil”, diz advogada.

Silvestre finaliza dizendo que irá pedir a responsabilização do Governo Estadual sobre a ocorrência. “Após a conclusão das investigações, a família não atuará somente no processo criminal, mas também buscará a responsabilização do Governo do estado de São Paulo pelo ocorrido, uma vez que o papel do estado é o de garantir a segurança dos cidadãos e não o de tentar todo custo isentar seus agentes da responsabilidade por um crime praticado.”

O coronel da reserva da Polícia Militar defende que o policial deve responder por homicídio culposo –quando não há intenção de matar. “Sobre o aspecto do Direito Penal, eu me filio aqui à corrente do homicídio culposo. Essa questão do homicídio doloso, mesmo por dolo eventual, não me convence”, finaliza.

O que diz a SSP

A Polícia Militar esclarece que todas as informações relacionadas aos fatos, inclusive a operação das câmeras corporais, seguem em apuração pela corporação por meio do Inquérito Policial Militar (IPM). O policial permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes. Um inquérito também policial está em andamento pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento do Ministério Público.

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