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Caçada a Paulo Cupertino teve campana em velório e fuga em caminhão de melancia

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UMA Polícia Civil de São Paulo um leque variado de estratégias de investigação na caçada do empresário Paulo Cupertino, acusado de matar o ator de “Chiquititas” Rafael Miguel e os pais, que durou três anos e levou à captura na segunda-feira, 16.

Agentes chegaram da mãe até a criação do suspeito, na identidade do suspeito, na identidade de que ele disfarçado local. Também por algumas vezes em fazendas em Mato Grosso do Sul (MS), possivelmente onde o acusado se esconde por mais tempo. Pouco antes de uma dessas idas, ele teria fugido em um caminhão carregado de melancias.

O empresário acabou sendo preso em São Paulo no início da semana. Cupertino chegou ao prédio da polícia com as fotos da foto e até ironizou as buscas. À medida que o tempo foi passando, relatos indicam que ele foi assimilou melhor que havia preso e saiu cabisbaixo do local.

A delegada da Divisão de Capturas Ivalda Aleixo, uma das preocupações das caçadas, detalhou e as primeiras horas após a prisão. No começo, em de 2019, ainda atrás delegada, a primeiros passos contados do rastro fugitivo. “O fato foi no domingo. Ele vai para São Roque [SP] na madrugada e, na terça-feira [17]para Campinas [SP]. De lá, consegue pegar um ônibus e vai para Ponta Porã [MS].”

A fuga

Segundo Ivalda, cerca de 20 dias antes do crime, Cupertino havia ido para o Mato Grosso do Sul. “A gente sabia que ele fazia essas coisas, pelo tipo de comércio que tinha, peças de automóveis, os chamados ‘desmanches’”, explica o policial.

“Toda hora, até pelo Instagram, denúncias. Chegava de todos os lugares.” Algumas pessoas até ter perfis criados para entrar em contato com os pesquisadores. “Acho que era visto mais de 30, denúncias de onde ele era visto. Às vezes, mandavam até foto.”

Além de as informações que chegaram, a acompanharava de perto a família e a vizinhança de Cupertino em São Paulo, à de indicações de onde ele estava. Quando a mãe de criação de Cupertino morreu, em 2020, os agentes funcionaram de campana no velório na espera de encontrá-lo.

“Quando veio a informação, falamos ‘vamos ficar por perto, porque ele pode não aparecer na hora, mas aparecer depois, ou mesmo vir para casa’”, diz a delegada. O procurador, no entanto, não compareceu ao velório nem entrou em contato com a família nos dias seguintes.

Foi em Eldorado, no Mato Grosso do Sul, uma das cidades próximas da fronteira com o Paraguai, que a captura ficou mais perto de acontecer. “Foi por muito pouco”, lembra Ivalda. “Ele acabou fugindo em um caminhão de melancia. Ele isso falou: que entrou em um caminhão lá, que tinha umas melancias, e saiu fora.”

Segundo a delegação, esse teria sido o local não qual o fugitivo passou mais tempo: do primeiro semestre de 2020 até a volta de fevereiro de 2021. Após um período trabalhando na fazenda, uma funcionária desconfiou que o colega de serviço seria Cupertino. Ele notou a mudança e fugiu.

Paulo Cupertino foi preso nesta segunda-feira (16), na zona sul da cidade de São Paulo
Paulo Cupertino foi preso nesta segunda-feira (16), na zona sul da cidade de São Paulo / Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Certidão falsa

Há sugestões ainda de que ele tenha trabalhado em uma fazenda no Paraguai a 300 milhas da fronteira. Agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foram ao local, mas sem sucesso. Ao saber que havia sido localizado, ele teria fugido para a Argentina. Cupertino nega. Ainda em 2021, ele voltou ao Brasil. Tirou um RG em uma cidade do interior do Paraná com uma certidão de nascimento falso, e voltou ao Paraguai.

Cupertino foi preso em um hotel na última segunda-feira (16), após denúncia anônima. Ele ter sido o autor dos assassinatos O ator e os pais dele, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, foram mortos a tiros em 2019.

(Colaborou Leon Ferrari)

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