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Bitcoin é responsável por 53% das carteiras latino-americanas – Relatório

Andre Francois Mckenzie Jrjhtbj Pgu Unsplash.jpeg

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Um relatório recente da exchange mexicana de criptomoedas Bitso apresenta dados dignos de nota sobre a crescente adoção de criptomoedas na América Latina durante o segundo semestre de 2023.

Bitcoin e stablecoins dominam o cenário criptográfico

O publicado recentemente 'Crypto Landscape in Latin America: Report 2H 2023' da Bitso analisou as tendências no mercado de criptografia de alguns dos países latino-americanos com maior adoção de criptografia, incluindo Colômbia, Argentina, Brasil e México.

Uma análise da atividade dos usuários na América Latina demonstrou a crescente popularidade da criptomoeda na região. Apesar dos desafios do acesso limitado aos serviços financeiros e dos elevados níveis de indivíduos sem conta bancária, alguns dos países analisados ​​classificaram-se entre os 20 melhores do mundo em termos de adoção de criptomoedas.

A expansão da adoção de criptomoedas observada na população latino-americana ao longo do segundo semestre de 2022 e durante todo o ano de 2023 sugere uma “notável adoção de criptomoedas” na região, apesar das dificuldades locais e da volatilidade do mercado de criptomoedas.

A análise dos dados regionais do relatório mostra que a Colômbia tem o maior crescimento anual (YoY) na região, com um aumento de +60% em usuários registrados na bolsa. O Brasil ocupa o segundo lugar com um notável crescimento de 31%, enquanto o México e a Argentina apresentaram um aumento de 18% e 16%, respectivamente.

Notavelmente, os jovens assumiram a liderança na América Latina, com aproximadamente 63% dos usuários com menos de 34 anos, um aumento de 2% em relação a 2022. Além disso, essa faixa etária apresenta maior tendência à adoção de novas tecnologias e ao acesso à internet.

De acordo com os dados do relatório, a principal criptomoeda é a preferida entre os usuários latino-americanos, enquanto as stablecoins ocupam o segundo lugar. A presença do Bitcoin representa 53% do portfólio dos usuários latino-americanos, um pouco acima da média mundial de 50,4%, segundo o relatório.

Além disso, o Bitcoin foi responsável por 38% do total de criptomoedas adquiridas no segundo semestre de 2023, enquanto as stablecoins representaram 30% das criptomoedas compradas na região.

Além disso, as stablecoins (USDC e USDT) foram as criptomoedas de crescimento mais rápido na região, com a Colômbia e Argentina liderando a tendência de adoção. A presença de stablecoin no México e no Brasil representa apenas 5% e 8% respectivamente, com o Brasil se destacando por ter o portfólio de mercado mais diversificado, que vai de Bitcoin a altcoins e memecoins.

A adoção de criptografia por mulheres aumenta com a idade

Outra conclusão notável do relatório é o aumento de mulheres no mundo das criptomoedas na região latino-americana, destacando uma correlação notável entre a idade e a taxa de adoção nos casos de mulheres.

De acordo com o relatório, a proporção de mulheres que adotam criptomoedas em todo o mundo aumenta à medida que a faixa etária dos usuários avança. As mulheres representam 21% dos usuários de criptografia na faixa etária de 18 a 24 anos, enquanto as usuárias entre 55 e 64 anos representam uma parcela de 41%.

As mulheres com 65 anos ou mais representam notavelmente 43% da parcela, sendo o grupo com maior taxa de adoção feminina entre todas as faixas etárias.

A Colômbia e o Brasil assumiram a liderança na região, com ambos os países ultrapassando a proporção 70/30 entre usuários masculinos e femininos. Isto sugere um cenário ligeiramente mais desenvolvido e avançado em termos de inclusão das mulheres na tecnologia e de apoio à independência financeira das mulheres em comparação com outros países da região.

As mulheres sentem-se capacitadas para adquirir criptomoedas com a idade, o que pode indicar uma ligação com a independência e estabilidade financeira tardia das mulheres em comparação com os homens.

As conclusões do relatório mostram que as mulheres latino-americanas preferem comprar criptomoedas mais “estáveis”, como Bitcoin e stablecoins.

Notavelmente, 37% das compras de Bitcoin com pesos mexicanos no segundo semestre de 2023 foram feitas por mulheres. Na Colômbia, a compra de Bitcoin por mulheres usando pesos colombianos representa 36% da participação total, enquanto as compras usando o real brasileiro e pesos argentinos são menores, 26% e 18%.

Conforme detalha o relatório, o Bitcoin é preferido pelas mulheres no Brasil e no México, enquanto as stablecoins são mais procuradas pelas mulheres argentinas e colombianas, sugerindo que as mulheres nesses países veem os ativos menos voláteis como um escudo contra a inflação e a desvalorização observadas na região.

Em última análise, descobertas como a proeminência do Bitcoin nas carteiras latino-americanas e o aumento da presença de mulheres na indústria sugerem um aumento acelerado no aceitação de criptomoeda e a crescente confiança nos ativos digitais como veículo para proteger os utilizadores e proporcionar liberdade financeira em todo o mundo.

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Imagem de destaque de Unsplash.com, gráfico de TradingView.com

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